Este ano a morte de Kurt Cobain foi muito lembrada pela mídia. Faz 15 anos que ele foi encontrado morto em sua casa, de maneira não totalmente esclarecida até hoje. Suicídio é o mais provável: Kurt era depressivo, usava heroína e tinha antecedentes no assunto. Mas quem assiste o documentário “Kurt e Courtney” acaba ficando com um pé atrás. O filme é tendencioso, quer convencer o espectador de qualquer maneira de que Courtney Love é a assassina da história e pra isso dá aquela forçada de barra de vez em quando. Mas alguns fatos são estranhos e assustadores. Como um passo-a-passo de como se tornar famoso feito por Courtney, encontrado na casa de um ex-amante, que incluía, entre outros, “make friends with Michael Stipe”. Procure no google images e verá que esse passo foi cumprido.
Uma coincidência impressionante é o álbum “Live through this” do Hole, banda de Courtney Love. Assim como o suicídio de Kurt Cobain, este disco também fez quinze anos. Foi lançado poucos dias depois de descobrirem o corpo e é fácil imaginar Kurt cantando todas essas músicas. A maioria tem o formato estrofe melódica e refrão barulhento, estilo muito similar ao Nirvana. E Courtney grita tanto quanto Kurt, até mais.
Courtney virou a “Yoko Ono do grunge”, odiada pelos fãs da banda do marido. Yoko nunca foi acusada de matar o seu, mas sua música foi bem menos ouvida que a de Courtney. O Hole ainda iria lançar outro disco anos mais tarde, muito mais pop, nada a ver com a sonoridade crua e grunge de “Live through this”. Ambos tiveram seus hits. Mas muitos ainda devem rejeitar qualquer coisa vinda de Courtney Love, essa Yoko Ono piorada, que matou o último verdadeiro ídolo do Rock, acabando prematuramente com os anos 90 e com as esperanças das novas gerações. Se você pensa assim, pode estar perdendo o que talvez seja o melhor disco do Nirvana.
